3 livros sabios

3 livros sabios

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O TCC que eu devia estar lendo.


Para este período, peguei um TCC de Biblio, uma Tese de psicologia e um livro introdutório sobre Arqueologia, três áreas de conhecimento um tanto distintas pelo qual tenho alguma consideração especial  (não dá pra chamar Biblio e Arqueologia de ciências! Por definição até são, mas em nosso universo utilitário e de praticidades isso não é uma verdade), venho me interessando cada vez mais por temas alheios  a minha graduação. Quando tudo  isso que me envolve terminar quero fazer de novo,  alimentar os pequenos brotos  universitários que me envolvem, talvez psicologia fosse uma boa. Minhas auto-psicoanalises deixariam de ser tão amadoras e quem sabe se tornassem tão perturbadoras como tento construí-lás, não pelo embrutecimento das palavras e mais pelo poder de critica.

Retomando, o TCC, por incrível que pareça foi orientado pelo professor Milanesi!

Numa dúvida a ser respondida, achei que isso nunca tinha ocorrido, que ninguém tinha ido para além da conjecturação de se fazer algo desse tipo. Como precisava ter certeza fui ao Lattes.  Mas nada encontrei para além dos Mestrados e Teses, ao que tudo indica aos profetas não cabe a figuração de se orientar tcc’s.

Fui a Biblioteca, usar aquela base local em WinIsis, a ecalive (não gosto desse nome!) e procurar, indícios, quem sabe um PDF, e lá encontrei ao menos dois TCC’S, um sobre informação pública e o outro sobre a criação do departamento de cultura e a secção de bibliotecas na era Mario de Andrade!

Como foi só isso que discuti (leia-se um ano de aulas desprezíveis. Fiz Politica Cultura –NÃO FAÇA- E  Biblioteca Informação e Sociedade –FAÇA COM RESALVAS-) com a turma e o bendito professor, pensei seriamente em algumas hipóteses que conectavam os temas dos tcc’s e o professor.

1º Hipótese  - Ele repete isso todo ano a zilhares de anos! De modo que em algum momento um corajoso aluno, munido de seu patrono anti dementador  foi até “o profeta” (como também é chamado) e pediu a orientação para um trabalho  que ele tenta enfiar nos alunos a todo custo!

2ª Hipótese – Tocado por corajosos alunos que souberam romper o cordão de insultos e maledicência que o cerca, o professor se tornou um aedo destes dois temas que o tocaram profundamente.

3º Hipótese – Nada disso!

4º Hipótese – todas as anteriores meio misturadas (inclusive “Nada disso”).

Ainda estou amalgamado na 4º, esse sofisma ninguém me tira.

Sabendo agora de suas existências profanas, fui até a prateleira de tcc’s (que só existe até 2001) e peguei o que me pareceu mais interessante:

O Bibliotecario Mario de Andrade: Analise das politicas culturais da Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e seu reflexo nas políticas governamentais para as bibliotecas públicas pós década de 30

De Henry Alexandre Durante Machado, entregue em dezembro de 2001.

Agora que cheguei na Página 48, posso fazer algumas considerações!

O trabalho não segue quase nada de nenhuma norma que eu conheça!  E provavelmente nenhuma que eu desconheça.  Exemplos:  As imagens/fotografia do Mario não possuem legendas e nem estão descritas em tabela nenhuma, o Sumário tá errado, o tcc veio direto da banca com a folha de correção dos jurados grampeada (tirou 9,5 com os três) o espaçamento, a titulação e a forma de citação também fogem as regras!

Éhhhhh, de fato, esse era melhor que outro, me lembra um pouco mais de mim, que venho me “normatizando nos últimos dois anos”.

 O tema é bem desenvolvido, não há divagações em reconstituições desnecessarias, a bibliografia é muito boa (e, portanto não bibliotecária!), etc, etc tô pagando um pau!  Depois de ver o menino elucubrando Alfredo Bosi para explicar as distinções entre cultura Erudita, de massa e popular (variações e sobreposições) minúcia por minúcia, com argúcia suficiente para tomar isto em seu beneficio discursivo, notei o toque milanesico. Talvez a maior preocupação do orientador tenha sido “fale do que sabe! E saida MESMO do que fala, faça o texto de maneira que ele se revele objetivo por objetivo sempre em direção a uma ideia geral”. Deu certo. Espero na Hora de fazer o meu conseguir agir nesse sentido.

Lecture Dans Un Grenier.

Antes que me chamem pervertido, saibam que este foi um exercício de interpretação sobre os gestos da Leitura ao longo do tempo (Através de imagens) Proposto pela Professora de História da Leitura (Que eu parcialmente assistí como Ouvinte) e eu fíz de uma imagem apenas, num total de três pra poder exercitar algo que devia ter aprendido em Documentação Audiovisual e que "oh meu Deus" Não aprendi.


Pierre Pelot - Lecture dans un grenier

Sobre a falsa transparência da Imagem. Descodificar não é ler. Reconhecer e perceber as tensões internas e externas das linguagens é um principio para a leitura, e o primórdio da interpretação. Partamos daqui, descodificar esta imagem produzida não é interpreta-la, nem lê-la, visto que a simultaneidade sígnica das imagens nos aflige por sua experiência de totalidade,por nossa resuma abstrativa em detrimento de contratos de realidade, e porque ainda cremos ingenuamente que a imagem é expressiva e fiel, mesmo quando é fabricada.

A imagem nos apresenta uma outra espécie de argumento,  um que nos parece menos  seguro, que não se constitui de  sucessivas  no tempo, que não tem seus sentidos multiplicados em série;  possui outras ressalvas temporais,  mobilizando outros  mundos  e outras formas de leitura. Usualmente a imagem é toda polissemia, falsa transparência, um engodo aos sentidos, aparenta simplicidade se camuflando em cavernosas e complexas confrarias de sentidos.

Analise da Imagem.

Alias, a imagem é essa aqui 


Retirada e melhor Vista aqui - Lectures Dans Un Greniere - Deem uma olhada na Pagina original da imagem, lá vc encontrará centenas de imagens de mulheres lendo.

                                                                .........................

A explicação do que se vê. – o parece-nos evidente? Sem as atribuições e imputações da interpretação, a analise de uma imagem pelo que se vê parece muito simples, seguindo o caminho da redução e topicação.

 Quem? – Uma moça ruiva
 Como – Pelada lendo
 O que? – Lendo um livro fumando e bebendo
 Onde? – Muito Provavelmente em um celeiro
 Quando? – Não é possível saber.

Aplicando um pouco de interpretação, inserindo percepções e analisando contextos, temos aqui uma jovem ruiva, nua em pelos que lê calmamente em companhia duma garrafa de bebida provavelmente alcoólica, sentada sobre uma espécie de estopa laranja, sem nenhuma uma pilha de roupas à mostra, além de seus grandes óculos (postos a cabeça, logo acima duma faixa ao estilo motoqueira) indicando uma mobilização prévia para a ação, bem como a presença de louça (não nos deparamos com uma invasão) provavelmente este é o celeiro da Moça ou de um parente, talvez um espaço usual, um espaço de hábito.

Aplicando um pouco de Imaginação interpretativa - Uma jovem de madeixas muito rubras em expendida nudez libertadora (sem intenções sexuais) significa um grupo de ações que reivindicam para a cena uma emancipação libertadora; a nudez, o vício, a leitura e o autocontrole são postos em cena, emoldurados por um cenário peculiar, segundo o nome da tela, “um celeiro”, que teima um segundo plano para si! Um celeiro que admite aprovação para apenas uma pequena parte da explosão ofuscante de luz do exterior, não há arvores, nuvens, cenários, apenas luz que se introjeta no ambiente clarificando a visibilidade da situação, não há luz de dentro, só a que vem de fora! Não há uma lâmpada candeeiro ou fonte paliativa de luminosidade (esse tempo é um recuo em direção a desmodernização do tempo). As sombras e o que parece ser a ponta duma escada muito esticada indiciam a altura do espaço. Os objetos em cena configuram-se como que pensados previamente para ali estar, não foram trazidos todos ao mesmo tempo (a escada), a leitora os tinha em mente, talvez estejamos diante de um habito! Um ato cerimonial de libertação? Se bem que os seus grandes óculos e faixa remontam para uma exterioridade não parece se encaixar com o rural a sua volta, teríamos aqui uma leitora voltando a suas origens? (Só adentraríamos mais a especulação) Uma moça que retorna ao ambiente rural em busca duma liberdade que só é possível remontando as suas raízes, que se manifesta na tensão em vicio e virtude? Entre perpetrar e fazer a revelia?




quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nomen rosae

    Depois de fingir saber, por em cheque a avaliação dos outros, assistir meias cenas da adaptação cinematográfica e fazer uma resenha pra faculdade (valendo nota) eu venho  a tona dizer que NÃO! infelizmente e não por falta de tempo ou outra resposta conveniente! Eu não li o Nome da Rosa. (Comecei agora no recesso e pretendo terminar antes de fevereiro).

    E só muito recentemente eu assisti o filme inteiro. O que de forma alguma me impediu de dar uma de Pierre Bayard (autor do livro "Como falar dos livros que não lemos") e sair arrogantemente discordando dos outros.

    SIM, Trollagem é a palavra,  mas eu costumo fazer essas coisas, é involuntário! Costumo culpar o fato de que quase tudo que eu estudo me leva a construir Representações e Informações Documentarias de qualquer coisa, como se minha estada no mundo tivesse de se circunscrever no pequeno Roll daqueles que tentam tornar  as características comuns e incomuns das "coisas" uma grande Arte, como se minhas verdades se formassem de criteriosa observação disto aí (Mas é só uma tentativa de auto-engano).

    Já nem me lembro há quanto tempo com alguma eloquência discurso sobre aquilo que desconheço, como se de fato soubesse para além das lhufas sobre aquilo que digo! Como se de fato soubesse para além dos dados esparsos conectados a esmo sempre a meu favor. Foi assim na Escola, é um pouco menos, mais ainda é assim na Universidade (Não é todo professor que se pode engrogolar! Alguns te enredam em sua própria teia) O pior, é que raras exceções ninguém se opõe ao que digo, por maior que seja o impropério! Até que eu próprio me oponha ao que vinha dizendo( fazendo com que eu digo seja novamente aceito), sinto que até desenvolvi uma certa Argúcia para a questão, não me contradizendo e fluindo cada vez mais dentro do meu emaranhado ( O sempre Bom "Como vencer um Debate sem ter razão: em 38 estratagemas" do Schopenhauer me ajudou bastante! Tenho que terminar de ler).

(Sei que este  vangloriar-se é indigno para nossa moral! Mas vou tentar resolver essa questão no próximo Post)


    Já cheguei à ultima de discutir defendendo um "conceito" numa teoria, sem me perceber que de fato eu era contrario ao que dizia! Tinha errado a nomeclatura! Defendia um grupo de ideias, por debaixo da manta que nomeia as ideias diametralmente opostas, ao perceber pensei em recuar! Mas o outro não havia percebido que defendíamos as mesmas coisas com nomes diferentes, eu usando o nome errado!  Sem arredar o pé, mantive-me contrario a mim mesmo, E passei lentamente advogar pelas ideias contrarias, mudando aos poucos de lado. Um advogado do diabo por circunstancia. Gostei tanto de me ver sôfrego, brotando artimanhas e usando argumentos que não eram meus para defender aquilo que eu discordava, que passei inconscientemente a fazer isso.


   Este tipo de situação ocorre-me sempre! Defender o que discordo, Defender algo com o "nome" errado, do meio do nada passar  a defender o que o outro diz. Tantas oposições nos forçando ao embate frontal , pro "perder" ou "ganhar", que besteira essa do "perder" ou "ganhar" no fim sempre acho que devia ter concordado ironicamente com o outro mais algumas vezes, ter lhe dito "assim é se lhe parece", ou concordado afirmativamente e levado seu discurso as alturas, desconsolando-o de um embate"violento" porque no fim eu mesmo me dizia isso enquanto orbitava num mundo de ideias para respostas.


   Pronto Divaguei demais, próximo Post eu escrevo um pouco mais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fluindo-se

Numa espécie de linha de reprodução, formatada no  leia, leia,  copie e escreva! donde ainda não encontrei capacidade para me constituir palavra escrita, tentei alguns microcontos. Muito ruins por sinal!

Produzidos numa tacada, são ruins como o momento em que os produzi! tentei lebrar-me de Marina Colasanti, Eduardo Galeano e ítalo Calvino, grandes mestres do desencontro na produção dos sentidos, mas no máximo consegui me engabelar. Como um bom Pós-Moderno, vou culpar a razão, defender Arte e dizer que tudo isso é sintoma da pulverização e liquefação pela qual tem passado o mundo. 

Alguns contos (Ou quase...) seguem abaixo.

Fluido-se

Quando levantou encharcado de sangue, já sabia o que fazer.
Iria Fluir lentamente pela cama abaixo, transpondo a quina, dobrando em direção à porta.
Que sempre esteve fechada.
Este mundo não era mais seu.

.............................................................

No instante oportuno, chutou pelas costas a vergonha.
 - Este almoço de pícaros, de mais leve conserva a pultridão dos intestinos.

Mas seu grito ricocheteou nos talheres finos, e nas célebres taças, que continuaram a sorver e amamentar de sórdidos valores, à família.

...........................................................................................................

A hóstia

Seca hóstia corrompe a umidade em minha boca. Neste desterrar de vaidades, envaidecidos somos pela cerimonia. 
Beatas que somos, o desvelar do véu e o re-velar são para platéia inóqua, todos os santos nestas paredes: nús, ensanguentados.
O dedo percorrendo levemente o carmin dos lábios inchados.
A consumação da Hóstia é um ato Sacro.

................................................................................................
As crianças.

Treinaram os animais, não sem antes também serem treinados.
A observação reificante destes, só podia ser depreensão daquela situação.
 Da qual era audazes vítimas. 
E os dias iam se passando.

........................................................................................

PS: Juro que não sei porque o fundo ta branco! tentei corrigir  varias vezes e não consegui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mais um relatório!

Deve estar com inúmeros erros, mas tudo bem! Padrão CBD de qualidade!


Vou fazer um "Guia de Freud para Bixos (vulgo Calouros) de Psicologia" com essa imagem de capa! yey.....






Abaixo mais um relatório forçado, forçoso e moroso! Dessa vez disse pra professora que relatório da Biblioteca da ECA é mais reciclavel que latinha, e que como RD era impossivel "Flanar" "Zapear" o espaço sem ajuda, sei até quanto gastaram de papel higiênico no ultimo semestre!

Não tinha como fazer outro, ou usar de novo o primeiro (que é o melhor, eu acho! e que provavelmente nunca postei, vou procurar e postar) pois bem, é isso ai em baixo.




Universidade de São Paulo
Escola de Comunicações e Artes
Departamento de Biblioteconomia e Documentação
Felipe Salles Silva Nº USP 7164117, Matutino.
Disciplina CBD0200 - Recursos Informacionais I, Ministrada pela Profª Drª Brasilina Passarelli
Relatório de Avaliação da visita externa Feita a Biblioteca Do IPUSP
        O presente relatório foi produzido após uma visitação “Técnica” de “flanagem” pela Biblioteca do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, num primeiro momento o exercício versava sobre uma visita a biblioteca da ECA/USP, contudo, após 4 visitas anteriores feitas para outras disciplinas, e sabendo do caráter de “flanagem” do exercício, alterei meu espaço de visitação, não sem antes acordar a situação com a ministrante da disciplina.
        Cheguei a “Biblioteca Dante Moreira Leite” por voltas das 18hs de uma Sexta-Feira, pude observar que não há sinalizadores externos que indiciem a presença da biblioteca para os passantes, nem totens, nem cartazes, faixas, placas, nada.
        De outra visita sabia onde encontrar a Biblioteca e sua entrada. Devido à arquitetura inusitada do conjunto das Psicologias, o hall de entrada da biblioteca diverge para três possíveis ambientes, o acervo, uma sala de estudos e um espaço guarda-volumes com uma providencial maquina de café paga, ali, um funcionário mediante recolhimento de documento, disponibiliza um café, o serviço não parece ser terceirizado como da Educação, mais a frente, num silencio causticante fica uma sala de estudos coletivos, com mobiliário de madeira envernizada um tanto nova, mesas de 2 e 4 acentos quadradas e retangulares, emoldurando ambientes de leitura silenciosa e observação da singela exposição de periódicos da instituição, fechando o espaço duas salas de estudo com mesas um tanto maiores e portas que deveriam impedir acusticamente o que esta fora de entrar e o que esta dentro de sair. O que não ocorre, uma das salas esta desativada e entulhada de cadeiras e mesas, ainda, plantas muito bem cuidadas as portas do ambiente, voltando ao hall, um mural informativo tenta se orientar por categorias à medida que informa o usuário como usar o catalogo dédalus e também sobre eventos da universidade, do instituto e da biblioteca.
Entrando no acervo, novamente a arquitetura desfavorece uma visão do conjunto, nada que impeça ou tolha um desavisado. Baias de computadores aparentemente sem problemas e visivelmente se aproximando da linha dos antiquados oferece acesso irrestrito à Web, usuários deleitam-se em suas pesquisas e paginas de relacionamento, democraticamente.
Placas de um dourado fosco e um azul talvez marinho, pendem do teto indicando a disposição dos espaços e aludindo suas utilidades. Tal qual toda a biblioteca, são plenamente visíveis e límpidos, mas quase sempre omitem algo. Duas delas muito grandes expressam.
Piso Térreo – livros e teses, serviço de referencia, empréstimos, Xerox.
Piso Superior – Serviços Técnicos e Administração
Subo ao segundo andar pelas escadas, não sem antes averiguar o banheiro masculino. É limpo e foi higienizado recentemente, possui pias e sanitários acessíveis, infelizmente a porta de entrada não o é. Lá em cima após os lances, encontro muito mais do que a placa indicava! Periódicos, "Produção Técnico Cientifica", centro de memória auditório e uma incógnita sala de capacitação! Computadores fora de uso, uma micro sala de estar e um filtro sem copos! Pior para os possíveis usuários. Os serviços técnicos devem dizer respeito à própria administração que fica intocada atrás de uma parede de vidro, pois bem, para o outro lado se avolumam periódicos antigos e recentes todos posteriores aos anos 1950, os anteriores há esta década ficam em uma sala especial, logo ao lado de uma porta que dá para o nada e a produção técnico cientifica (creio que o correspondente ao nosso Arquivo docente Ecano, Não há ninguém aqui em cima, impossibilitado de usar um terminal procuro pelas teses mais novas, encontro uma de 2009, assim como todas as outras, esta foi produzida por um aluno da pós-graduação onde ficariam os Tcc’s.
Volto ao térreo, três fatos curiosos, a seção de referencia ocupa todo um lado do acervo, os livros são classificados segundo a LCC e as etiquetas são pretas com códigos brancos! O acervo não parece muito novo, mas na USP ele nunca parece! Os livros recém adquiridos e processados possuem etiquetas brancas, logo ao fim das prateleiras de livros fica uma Xerox a lá carte uma sala trancada sem indicações e um micro acervo de reserva docente (aqui eles não tem esse nome) estão por ordem alfabética do nome do professor (que ministra a disciplina? Não entendi) grandes e circulares etiquetas laranja dardejam suas lombadas, à direita uma lista impressa faz às vezes de catalogo.
Volto até a referencia! Porque tão grande? Vejo dicionários, guias, manuais, atlas, enciclopédias, nada demais, mas porque tantos? Aproximo-me mais ainda, “Dicionário comentado do alemão de Freud”, “Dicionário Musical Brasileiro de Mario de Andrade”, há de tudo por aqui.

Retornando em direção a saída, fica uma hemeroteca em grandes e pesados arquivos de metal! Não há como saber do que se tratam e nem mesmo se ainda são atualizados, também não tenho interesse logo a frente fica a seção Multimídia! (O serviço de referência é entre um e outro espaço, uma mesa imensa com uma bibliotecária a tira colo, não vale a pena perguntar nada ali) adentro a seção, confortáveis poltroninhas de couro preto e algumas dezenas de mídias DVDs, poucas aulas, muitos filmes. “O nome da rosa”, “Três Homens em Conflito”, “Asas da Liberdade”, “Cinema Paradiso”, “Hannibal”... Caixas vazias indicam o que está ali e o que não, será que devo levar a caixa até alguém para usar a Televisão logo ali ao lado? Provavelmente. Um grande fichário preto contém por ordem de chegada (creio) alguns dados dos filmes (será possível encontrá-los no Dédalus? Tentarei mais tarde) já é tarde, tenho de ir, a biblioteca fecha em 15 minutos.
A ultima usaria num zás-trás corre até o acervo e trás correndo o volume! Já são 18h51min, a saída é tranqüila, o resto é Biografia.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dos seres e das Situações Magicas.

Que titulo fingido! Sim eu sei, não tinha melhor, é o que escrevi pra hoje!

Atualmente trabalho na Rede Saci, e ao contrario do que mesmo eu pensei, não perco minhas tardes na praça do relógio com uma peneira de cruzeta e uma garrafa com rolha benta!  Essa saci é do projeto USP legal, e o saci é um acrônimo para Solidariedade, Apoio  Comunicação e Informação (SACI - sacou? a analogia com a deficiência do ser mítico em questão deve ter sido prevista como uma espécie relação cômica! Só deus sabe.) faço todas aquelas coisas que alunos de Biblio fazem (nem vale  apena levar adiante! Não há Público externo (por diretrizes  de segurança do prédio onde estávamos, o interno é escasso, o sistema  em uso é o WinIsis que está corrompido e conta com uma unica base de acesso com, prestem bem atenção "Livros, revistas, cartas, jornais, cartazes, folhetos, cópias, convites, fitas VHS, discos DVD..." sendo que mais da metade de tudo isso já não está mais no acervo! Enfim vou dar continuidade... senão vou madrugar aqui....

Comecei a montar um ARQUIVO! Na acepção ampla do termo, com Tabela de Temporalidade e Plano de Classificação, depois do 10 da Jhoanna em "Int a Org de Arq" me senti.....

Dai a SACI teve de sair do prédio! que por sinal é a Antiga, Nova, Antiga que passa a ser nova, novamente - Reitoria. (Onde Impera o ilustríssimo reitor Bigas). E num surto de desestratégia toda a Biblioteca e o Arquivo em questão foram tragicamente carregados para  o ainda incompleto terceiro favo da coméia, lado A. (Nunca tinha visto esse vinculo entre  lados e letras antes da USP, mas sabe com é neah!)

  Fora a truculência, agilidade descomedida, cheiro de pinga (Mesmo! mas também, já era depois do almoço, e o pessoal não trabalha com "transporte", segundo alguém ali do qual não pude convalescer o nome "Estamos a seis meses fazendo isso, mas não é o nosso trabalho" não sei o que poderia ser o trabalho deles.) poeira, desordem total, e caos infernal, tudo transcorreu na mais completa e perniciosa malogragem!  E olha que há um mês, eu vinha avisado minha chefe e descartando documentos (juro que enviei pra reciclagem umas 24 caixas de lixo! até que alguém da limpeza deixou um saco de 300 litros estacionado na nossa porta, dai em diante foi festa)

  Pois bem, o que queria dizer com tudo isso? (Pausa Dramática) Nem eu mesmo sei! Mas até segunda ordem, to sem trabalhar, ainda contratado, mas sem poder desempenhar minhas atividades diárias devido a falta de espaço antes da colocação de prateleiras no novo prédio! Só Deus sabe quando.

Então to aproveitando pra fazer umas disciplinas optativas por aqui - História da leitura, Antropologia Contemporânea IV e Literatura e bLÁ BLÁ BLÁ  não me lembro o que! Vagabundagens a parte, quando eu voltar a trabalhar vou me Ferrar muito, numa acepção sensitivista das percepções!


A bagunça lá ta mais ou menos assim





Viajem ao Fundo Da Biblioteca!

Sem desculpas pela demora!

................................................................................................


     Joe Sacco, Quadrinista e Jornalista de modesta relevância em qualquer nivel de ambito intelectual, aparentemente trabalhou em uma Biblioteca! como se alegar e relembrar o fato já não fosse um massacre as vicissitudes mentais e as faculdades processuais e sensiveis de sí mesmo, o Derrotista transformou numa serie de imagens em banda manifestações cristalizadas do ambiente Bibliotecario!

  Eu, como bom colecionador de anarquices desmesuradas e inócuas que sou, acabei recebendo o chamado de trazer a rede aquela produção intelectual só consumida por quem pode comprar ou acessar via outros meios a edição especial editaa pela Conrad Ed. em 2006!

  Lembrando de a Invenção do Cotidiano (Que Por Sinal Não Li, mas que conheço! e cito com descaramento) de Michael de Certaul, a recepção é uma outra forma de produção, o leitor não é cera quente impressa pelo DEUS EX MACHINA  do autor! (numa onda super Pós-Moderna de compreensão das estruturas)

  Dei um jeito de trazer via Multifuncional isto que aqui esta! é só olhar lá em baixo (não as partes Púdicas...)

   Bem acho que é só (As Imagens estão com boa resolução, é só ampliar OK?!)



















   O pior de tudo, foi ter posto a pagina com a ficha catalografica! Mas foi uma certa fuinha quem me obrigou, já que como Normalista sou um ótimo Desbibliotecario.