3 livros sabios

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Arca Russa - Russian Ark

Desculpem-me os aforismos e devaneios, o ensaio a seguir foi produzido para a aula de Introdução a Museologia, e pede previo conhecimento e assitencia da pelicula Arca Russa!

Como era de se esperar, o professor nos mostrou um filme que eu já conhecia! Um dito Cujo, que ficou famosso mundo afora, por ter sido produzido em um uníco plano sequencia! (Não sacou? isso que dizer que o filme foi todo gravado em uma unica cena! sem cortes! assim como o brasileiro "Ainda orangotangos")

A fotografia é intensa! muito bela! reconstruida sem sutilezas digitamelnte! esqueça o roteiro! jogue fora suas ideias de linearidade! Conheçe o filme de ARTE? pois bem, este é um! mas nesse Post não cabem minhas considerações atuais, só o que já foi feito!

PS: Sokuróv é o diretor! Hermitage é o museu onde foi gravado o filme!

A memória, reconstrução mental das volições da vida, recuperação da realidade e do idílio, retenção das coisas inventas e das coisas vividas; É de memória e de “tempo(s)” que nos fala sokúrov com sua Arca Russa, titulação deveras interessante, uma metáfora para o majestoso palco que nos é legado assistir, - o Her itage -. Este grande museu que de outrora plasmous-se a história da Rússia, guardião do acúmulo fragmentado das memóriasde um dialogo secular entre as partes envolvidas, (um eterno olhar e ser visto) diálogos de um tempo legitimo e um tempo surreal, outro particular, ainda, o humano, o dos registros e das respostas.

Segundo Sokúrov, a não linearidade histórica e a sugestiva contração do perpassar dos séculos, pode ser um passeio fluido, livre, de reflexão histórica e filosófica! Ao mesmo tempo em que é um desnudamento sem prelúdios pelos longos corredores, salas e cômodos da arca (espaços onde o passado e o presente são “existência”). Não se força o espectador a seguir a história cronológica, seria tolhê-lo, distanciá-lo dos motivos de ser do filme de arte, -teríamos um documentário-, a linguagem audiovisual nesse caso não escolta o roteiro, não é mero suporte de apresentação, a linguagem é própria e traz significados inteligíveis essencialmente necessários à boa compreensão. A maestria artística da expressão contínua endossa a realidade da cena! A abertura da Arca se dá pela insistente permanência do expectador em assisti-la.

Quais os interstícios da abertura da Arca? A opulência de uma época, a pobreza de um povo, a fome de uma nação? O que é translúcido e o que é opaco quando o olhar dirime a mente apenas aquilo que se quer ver? A grande Matrioska da memória da uma nação quando raciocinada, deve se avaliada ao avesso, reposicionada lado a lado, encaixada de maneiras diversas, avaliada por dentro, vistoriada. Rompe-se a sincronia imposta a historia do homem, avaliam-se os tempos de glória e os de decadência. Perceber é avaliar o todo.

Reconstruir o tempo de maneira assíncrona para melhor relativizá-lo, é esse o exercício proposto pelo diretor, nisto, encontramo-nos com os afetos da memória virtual de um grande símbolo, este, que por sua vez nos assiste, expelindo de si o substrato que nos causa o delay artistico de outra época, outra que é revista agora brincando pelos corredores, comendo anestesicamente frente aos problemas, correndo em direção ao banheiro... Um tempo de passado e de memórias intensas, que permanece presentificado artisticamente.

Nas Beiradas deste confronto, esta o espectador, à espera do próximo movimento (correr, parar, distanciar-se!) ouvinte supremo da contação de uma história, onírica, onde o tempo cronológico não faz sentido. Quando postas a recepção dos olhos, as imagens são projetadas como se por eles mesmos tivessem sido compostas, temos um plano seqüência exemplar! Em Arca Russa, a intensidade da imagem também é o vislumbre do movimento curioso, arcos, perseguições, olhares fixos e de esguelha! A vívidez do eu –pessoa- posta em seqüência.

Em outro momento, um vulto do renascimento se apresenta, presta-se em me apresentar o museu, e quer em contrapartida que eu o apresente de minha parte! Suas considerações ácidas não deixam duvidas sobre seu caráter e conhecimento, sua atitude de velha matrona para com os de pouca experiência artística mostra-se quando literalmente põe contra a parede um jovem que esta há observar as telas, mas, o mais importante em sua figura é a manifestação da reversibilidade que é a vivencia, ele que é figura do renascimento, pode viver, habitar o futuro, e eu que sou figura contemporânea, posso viver o passado, sendo a arte nossa ligação, podemos viver longas epopéias na breve finitude de um momento artístico. Para o sensitivo, caminhar pelo Hermitage também é se defrontar com as eras e a pequenez do homem.

Em espaços como o Museu, é difícil absorver o tempo, pois a relação dos espectadores com o espaço é a motriz em que se busca a experiência própria, experimentar (mesmo que homeopaticamente) o espírito da época pode ser difícil para quem esta engrenado com a sociedade e sua própria época, para eles a arca prela, chamando atenção para o que faremos de nós mesmos e de nossa história, “Estamos destinados a navegar para sempre”.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De minhas Próprias ruinas.

A coisa tem estado tão feia que pensei em começar esse POST com uma Poesia! existe algo mais melancólico, bucólico, ...ólico! Passei os últimos dias pensando em possíveis coisas que poderia escrever, cheguei as menos óbvias conclusões -como sempre- 1ª Que mesmo postando apenas duas vezes por mês, e mesmo menos, o processo de criação desse espaço virtual modelou em mim uma nova e terrível concepção de rematerialização das coisas, situação pelo qual eu ainda não havia passado após a chegada da virtualidade a minha existencia! (existencia - logo se vê que não posso estar normal) Meu viver se reescreve todo em dados a medida em que sou capaz de transformar pela técnica minhas memórias em textos que viso partilhar! (o triste é não viver sem pensar em repartir!) (mas fui tomado por esse pensamento estúpido da rematerialização!). Logo eu que quando pensei nesse espaço acreditei ser possível expor TUDO através de uma transposição simbólica pela Pós-modernidade! .... Besteira! O desanimo se apoderou mesmo de mim, alguns familiares e amigos próximos já notaram! o tempo me tem trincado À face, e a escolha de uma nova máscara é nescessaria! nesse período de transição, preciso de solidão para não acabar me expondo! Piores momentos nunca tive! minha auto-conciencia chegou ao ponto de perceber que devia ter esbarrado em alguma crise tardia de adolescencia, e depois sózinha chegou a conclusão que os agravantes são demasiado adultos! Esse post não tem intenção de exteriorizar minhas volições, nem somente partilhar meus tolos sentimentos, escrevo para minha ruínas ! aquela esquecidas paredes e colunas que construi pra os futuros que não vieram! os amigos que nunca chegaram, os caminhos que não percorri! A representação do meu Eu perdido nos devaneios da potencia aristotélica, seguro uma semente e tenho in potencia uma castanheira gigante de 300 anos em minhas mãos, frágil, casca do possível! Minhas ruínas são o que restou daquilo que deixei pelo caminho aos pedaços, porque não pude edificar, ou destruir! são mais fortes que o meu querer, mais resistentes que a minha vontade e tão insignificantes quanto este post! uma purgação constante que alimenta minha purgação pessoal! é que a vida, essa cretina têm me aparecido com cada uma! Venha ver o por-do-SOL me diz, enquanto me cega, cansei... A vida tem se tornado uma afetação.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Das implicações de Responder.

Ah, Biblioteconomia me cansa! mas eu gosto!
Nos ultimos dias, encontrei em minha caixa de SPAM da periferia Virtual (o Orkut), sim SPAM! eu também não sabia que havia isso lá! uma mensagem de "César cavalcanti" vestibulando de Biblio que queria algumas informações, até ai tudo bem! responderia com muito entusiamo para um futuro BIXO de biblio, o detalhe, é qiue o SPAM que não era SPAM, era de Agosto! e a fuvest tinha sido no dia anterior!
A muleke! o garoto já devia ter prestado para administração! e em vex de ir pro pedagio e participar de uma semana dos Bixos com direito a concurso de talentos onde a vencedora faz o mesmo espetaculo de oleo bronzeador e Poli-Dance a anos iria de Onibus fretado abrie um fundo de ações na bolsa de Valores!
Maldita FEA, tinha perdido um pro Shopping Center na USP. Sem perder as esperanças (quase)adicionei CC no orkut, satifiz suas perguntas e me desculpei pela demora! afinal, já não era sem tempo! -cortando uns pedaços de informação para alcansar o resultado esperado do POST- O orkut me indepediu de enviar o scrap pq disse que eu era SPAM! QUE DIRETO TEM ESSE FAVELADO VIRTUAL DE ME DIZER QUE EU SOU UM SPAM?! muito zuado néah -corte- ele recebeu minha mensagem -corte- ele me responde.
Abaixo as trancrições do que ele me rspondeu e da minha resposta! É GRANDE! mas vale a pena ler, me aprofundei filosófcamente ao Maximo CARA! e o barato é o grande final! Resposta do C.C
Caro Felipe, Primeiramente obrigado por esclarecer minhas dúvidas, eu não havia lido minha caixa de spam, perdoe o mal entendido. Prestei biblioteconomia de manhã e noite, não sou bom em matemática, mas em humanas sou razoavelmente bem. Não se assuste com tamanha formalidade, tenho o péssimo costume de escrever assim, muitos amigos meus acham isso desnecessário para uma conversa informal. Força do hábito. Atenciosamente C.C Obs: Porque os jovens não gostam mais de escrever como outrora?
Minha Resposta Oneroso César. É com grande prazer que lhe respondo o “Scrap” me mandastes à dois dias. Desculpe a questão da lenga-lenga que vira, foi somente o que pude fazer. Com o advento da virtualidade pós-moderna, o julgo humano se viu frente à rematerialização dos conceitos físicos ante o ambiente virtual, objetivando que o mundo físico e suas ações deveriam ser transportadas para o virtual quando na verdade este custoso processo não era necessário senão para a facilitação de seu entendimento sobre as coisas que não eram tangíveis. Não obstante as fórmulas e estruturas sociais permanecem como simulacros que perfazem a construção do ser ontológico na atualidade, sobretudo, questões como a relação entre o público e o particular vem sendo dissolvidas desde então. O principio comunicativo se mantém, enquanto o valor da construção textual vem decaindo, José Saramago por exemplo, ao avaliar a situação do Twitter como elemento que afeta diretamente o mass-media disse que “Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.” (Concordo parcialmente com o literato, paradoxalmente enquanto reduzimos nosso vocabulário drasticamente, obtemos a possibilidade de sintetizar frases de efeito em palavras de ordem que expressem tão bem o que queremos sem que se tenha de minutar um tratado.)
1º O Boom informacional primeiramente percebido por Vanevar Bush nos idos 1950, afetou a estrutura simbólica dos processos relacionados à busca de informação, dicotomizando e esfacelando nossa capacidade de se prender a crítica pessoal e conhecimento próprio para a construção de uma estrutura comunicativa (não necessariamente textos), nos impedindo de avaliar que nossas proposições de estruturar em um modelo o que queremos, (como uma carta-dissertativa ou um relatório técnico cientifico, ou mesmo uma receita de bolo) diz muito sobre nosso processo de constituição como seres sociais pautados em sistemas construídos anteriormente ao nosso nascimento. Nos tais tempos “de outrora”, esse reconhecimento se dava através das partes envolvidas no processo comunicativo, e sua quebra por qualquer lado, gerava embaraço e uma exposição da falta de conhecimento. Em nossa esdrúxula atualidade o conhecimento não, mas se manifesta pela estrutura, na comunicação jovem, os motivos explicitei em meu primeiro parágrafo.
2º Processos comunicativos diferenciados exigem posturas ativa e passiva do enunciador e do ouvinte. Perceba que a plataforma “Orkut” define para seu uso o elemento de comunicação assíncrona "Scrap", com isso um texto pode ser produzido e reescrito até que alcance excelência em sua constituição, sobremaneira não é o que ocorre porque existe na atualidade uma priorização no sentido efetivo, mas não na possibilidade de resposta! A comunicação tem se tornado tão narcisista se constitui, sem ponderar que os fatores elencados por mim serão concatenados por quem me responder, dessa maneira, um jovem reduz, logo o próximo o faz também, e isso é sentido como normal pela sociedade, pois reflete nosso caráter reducionista frente ao excesso informacional. Não cabe a mim responder uma questão de saudosismo sobre uma época em que não vivi, mas posso lhe assegurar que o que foi feito e entendido por outrora não se valora como melhor ou pior, mas como efetivo ou ineficaz, e também que hoje nossos textos são ineficazes quando o padrão se torna o mesmo utilizado nesse tempo mítico que chamamos “outrora”. De bom grado, Felipe Salles Silva, estudante de Biblioteconomia da ECA/USP Um petulante desregrado e sujeito Pós-Moderno. PS: Não responderia assim naturalmente, despendi meu tempo para responder da mesma forma como me foi perguntado, realmente é uma pena que hoje, os estudantes não saibam refletir sobre seu mundo comunicativo e tampouco se posicionar em suas diferentes interfaces quando necessário. Como eu responderia naturalmente: Porque são todos uns cansados! Que não aprenderam a escrever direito! (KKKKKK) Adendo ao Post - Que cansaço Titia Roseli me deu no primeiro semestre! serviu pra alguma coisa!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Liquidez do Objeto concreto, o MAM expõe o pós-moderno.

Visitar um museu é antes de tudo, explorar a capacidade de dialogo da arte! Ampliam-se nossas medidas de percepção, a fruição não é espontânea, pressupõe um esforço ante a cultura, entendimento de relações complexas, do jogo artístico! Não existem regras de apreciação. Quando guiados em um museu, hierarquizações e organogramas edificam fortes ideologias de sua época, entende-se as estruturas ideológicas que à sustentam. No museu moderno, a arte não compete com o espaço, saem às molduras, as figurações, arranjos, mesmo a cor das paredes! A arte esta em função de si, falando, calando, está. A museografia branca e lisa reflete a opacidade dos encaixes construtivos do espaço moderno! Tentacular, conceitual; Engrenado a situação, o sujeito tece elogios à magnificência do branco, este etéreo atemporal! A obra é isolada de tudo o que possa prejudicar sua apreciação. Tange notar que, com a instrumentalização do espaço de arte a metalinguagem do objeto de arte foi aos poucos sendo esquecida, a arte passou a ser produzida para o cubo branco. Quando em nossa visita ao MAM-SP, fomos recebidos pelo serviço educativo, que prontamente subjugou nossas dúvidas, um adendo especial foi deflagrado pelo professor, -a museografia-, o espaço construído para a exposição da obra! Como não nota-la, a museografia esta para a exposição como o pedestal esta para o busto helênico, elevando-a a face do homem, sustentando, e, no entanto pouco sendo observada! Períodos, estilos, disposição? Os elementos para exposição da arte podem ser distintos, mas, sobretudo no museu moderno deve-se racionalizar! Institucionalizando os espaços na medida em que o espectador, ao deparar-se com o ambiente sacralizado da estética o transpasse (mesmo que não perceba) racionalmente, sentindo alguma lógica, sensibilizando-se com a construção do espaço; Passou o tempo em que a obra competia com sua moldura, e que a logística dos encaixes era usada para preencher os espaços, o modernismo trouxe para o museu à ergonomia do espaço! A iluminação dita adequada, a falta de cores dita ideológica, novos modelos de administração ditos modernos! Só o que não se trouxe foi o mal estar causado pelo não cumprimento das utopias modernas, tão criticada por Chaplin, a “vida-maquina”, a “produção-maquina”, a “arte–maquina”! A engrenagem do modernismo continuou rodando, o museu não fugiu nem se fez de rogado, pelo contrário, assimilou novos conceitos introjetados da sociedade! Construído foi o MOMA. Desta forma abriu-se precedente para a deglutição do moderno feita pelo museu em outros países. Contudo, o conceito de Moderno no tempo faliu, da utopia do moderno, os corpos sociais recém formados criaram o seu novo dia a dia, mas seus ideários foram se perdendo. O mesmo pode-se dizer do museu, criados foram seus espaços e rotinas, mas suas idéias originais foram se perdendo aqui e acolá. Nesse mesmo momento, das entranhas do progresso, gerada foi a pós-modernidade; (enquanto no modernismo o auto investimento humano voltou-se para a segurança, a racionalidade e a organização, no pós-moderno investiu-se em liberdade, uma liberdade de estilos, formas, técnicas, de abolição das técnicas...) que alterou o curso dos museus o suficiente para que se caracterizassem de nova forma , mas não para que se apresentassem de forma diferente! Ficamos com espaços modernos que expõem idéias pós-modernas. Vimos os conceitos se tornarem mais poderosos que as ideias e por sua vez estas se tornarem mais poderosas que os objetos, também vimos a banalização da autocrítica que se tornou auto-pieguice assistimos ainda, Boquiabertos que mesmo após tantos anos de exploração da arte-conceitual, como ela ainda nos parece rasa, não seria talvez a falta de um espaço adequado para a quebra das demarcações e fronteiras impostas pelo museu moderno e seus idealismos? Urge pensar, que reconhecer a perda dos limites habituais talvez seja um próximo passo para o museu. Como seria o museu dessa Pós-modernidade (líquida), onde o relativo se torna insuportável? Nossos espaços criados para o entendimento racional se mostraram reflexos da época em que foram construídos. Foram-se os tempos, é hora de mudar também. Exemplo de arte pós-moderna É, não estou preparado ! e nem os museus!

sábado, 20 de novembro de 2010

Ravel em Bagpipes.

Agora a pouco, estava a contemplar o inócuo em minha vida quando as mais estranhas ideias subverteram minha mente! entenda que exatamente agora tenho 6 abas diferentes abertas em meu navegador e a três minutos tinha 14! não que eu seja um infoholic, mas sempre tive uma curiosidade funesta por coisas que não se costuma chamar NORMAL, via quais os mais caros diamantes do mundo, decepcionei-me com o fato de o "Coração do Oceano" não ser uma jóia real, apreciei as cataratas do Niagara e descobri que quando a primeira dama Americana -Qualquer coisa- Roosevelt esteve de passagem do Brasil, ao deparar-se com Foz do iguaçú disse algo como "Pobre Niagara" (Que americano não teria dito?), mas enfim, as novas tecnologias da Internet já não me surpreendem, mas me afetam, uma afetação difícil de explicar! Tentaria? Não, viveria muito bem sem o tradutor, o dícionario online, as redes sociais... essa coisa de hello é o século 21 não funcionam comigo! não é algo de adaptação. O que causa frases como "não sei o que faria sem Internet, e-mail, orkut, RSS" ah, por favor! o quê aconteceram com as cartas, rodas de amigos, jogos de tabuleiros? sem saudosismos! mas que tenho alguns colegas que morreriam sem a Internet é verdade! se o Facebook deixa-se de existir não teriam mais amigos! os Avatares deixaram de ser projeções de nós mesmos, agora são entidades próprias com necessidades específicas! direi mais em num post futuro! Buscava uma música que me fizesse apreciar a capacidade de invenção e grandiosidade artística que chegam os Mestres (sim, eles existem, são raros mas não há como negar), então lembrei da única composição que eu ouviria em há qualquer momento, estando bravo, alegre, triste ,puto , estudando para uma prova e mais recentemente até no ónibus! (agora meio que perdi a vergonha de dizer que SIM eu ouço música orquestrada e erudita! e é pq eu gosto!) O Bolero de Ravel, exaustivamente tento me lembrar quando foi a primeira vez que ouvi a composição! mas me é impossível, sei que há muito, fujo da realidade habitual assovinando o Bolero, ( Para minha mãe o Bolero tem um efeito calmante, - EU no computador, Ah felipe põe o bolero ai! (espaço de tempo) -pronto Mãe! ♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪ (brevíssimo espaço de tempo) - RoNcOoOoOo! Mãe? Mãe?... - Bem para minha mãe o efeito é extremamente calmante! para quem conhece, o Bolero é um crescendo progressivo e tem uma melodia uniforme e repetitiva, mas é encantador!as mesmas notas conforme sua repetição vão se tornando mais potentes e o fim é marcado por um grande desencontro das notas!) Com a internet passei à caçar variáveis do Bolero, violão, violino ... mas minha mente insana criou uma conexão perigosa! Bolero_de_Ravel+Gaita_de_foles= Deus do céu onde achar isso? Hhahahahaha, Google (aquele que faz com pareçamos mais espertos por encontrar aquilo que deveríamos conhecer) tentei inúmeras variações, não conseguia nada! quase desisti! ai pensei, Caramba isso é a Internet! tem tudo aqui! e também, que Bibliotecario é esse que não consegue recuperar a informação! ai fui mais agressivo, reduzi as palavras chave, descobri como se chama gaita de foles em inglês (maior chance de encontrar visto o uso do inglês no mundo, néah!) e procurei direto no youtube norte-americano! E ACHEI TUDO BEM QUE É SÓ UM PEDAÇO! mas satisfiz minha vontade de escutar o Bolero em Foles! e é muito legal! alias gaita de foles em inglês é Bagpipes, e o vídeo é esse aqui! pela assinatura logo se vê, que é um mestre!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bansky nos simpsons!

CARAMBA isso foi muito além de qualquer coisa que eu já chamei de politicamente incorreto! Não adianta tentar explicar pq eu também não entendi como isso foi aceito pelos produtores! mas essa foi a abertura criada pelo artista de stret-Art Bansky para a abertura dos Simpsons na Fox americana e que foi ao ar dia 10/out/2010 dê só uma olhada! video esse artista é muito doido! eu já havia visto algumas de suas OBRAS e realmente! ele é FODA, o assustador é a acidez Pós-moderna mesclada com a técnica e o alcançe! a abertura dos simpsons é um marco do POP atual! (e lady gaga se vestindo de carne! que nojo GAGA - não viu, veja- ) não me cabe analisar as propostas, mas que pode-se esperar muito desse artista, não tenho duvidas. IMAGENS

Das Variações de uma perspectiva.

Vira e mexe encontro na net umas imagens que me deicham chocado! é cada coisa! inovações artisticas, lugares extemporaneos, fotos consagradas das ultimas décadas, (gente feia no ORKUT) de todas essas vou fazer um breve relato sobre algo de Significante ue aconteceu comigo... estamos em 1889, a cortina de ferro se foi mas o mundo ainda é bipolar, bombas podem destruir o mundo a qualquer momento, grandes guerras ainda rumorejam os cenários internacionais, o 14º Dalai-Lama recebe o Nobel de paz e acontece o GRANDE o Protesto (MASSACRE) da praça da paz celestial. Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989 tem alguém que não conhece essa imagem? vejo esse rapaz na frente dos tanques de guerra segurando uma espécie de sacola e penso CARA como vc era doido, claro dependendo do dia isso varia um pouco, afinal o que faz alguém acreditar tanto em um ideal? afinal não conheço ninguém que entraria na frente de uma coluna de tanques de guerra armado de sacolas e de uma ideia na cabeça! ainda mais pq não sei se vc já viu as imagens do que foi feito com os outros estudantes nesse mesmo ano nesse mesmo protesto! (se vc não tiver o estômago fraco, desative a moderação do Google imagens e veja AQUI) toda vez que estou zapeando na net encontro inúmeras considerações sobre a foto, mas há um tempo atrás aconteceu algo inusitado! encontrei em um blog que não lembro o nome uma variação desta foto que se tornou um marco, eu já havia procurado pelo vídeo que foi feito junto com a foto (VÍDEO) mas como esse momento histórico se constituiu em minha mente através desta imagem aérea, onde se vê a trilha de tanques eminentemente colada ao estudante, minhas conjecturas sobre a imagem sempre se formularam com as hipóteses do que havia acontecido imediatamente após os momentos registrados, então encontrei essa foto e vejam só! pasmei, depois de identificar o rapaz e também os tanques vindo - o rapaz esperou "friamente" a aproximação dos tanques! tudo o quê eu havia pensado até então tive de pensar ao contrario! (essa foi a fonte - o blog esta em inglês mas mesmo sendo um analfabeto funcional em inglês -como eu- dá pra catar umas migalhas de explicação, agora se vc é ruim mesmo com essa coisa tem esse outro blog aqui, que tem melhores considerações que as minhas sobre o fato) fiquei tão pasmado de não perceber o quão mitificada era a imagem do estudante para mim! um ângulo diferente e PAFFT, tomei um baita tapa da mãe realidade, se bem que nesse caso o estudante passou a ter mais crédito! bem cansei de escrever, como eu disse sem tratados filosóficos por aqui! E TENHO DITO!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Oscar Niemeyer; un architecte engagé dans le siècle

Não que dessa forma eu suprima à fome do mundo! ou da falta de conhecimento, os resolva o problema de 1,3 milhões de Paulistas que votaram no Tiririca, mas é que quando eu fiz esse texto foi difícil pra CARACA achar qualquer coisa na rede que me ajudasse! DAI, resolvi disponibiliza-lo tal e qual o compus, se trata de um ensaio sobre um filme (olha só que louco) franco-belga que o professor comprou online made in JAPAN! doido néah, o os professores da ECA/USP adoram fazer esse tipo de coisa, o Seicman -LATTES- por exemplo resolveu passar esse semestre enfiando a Flauta Magica (Na foto a direita, a rainha da noite! sabe aquela da Ária super esguelada o video , claro tentei piorar tudo linkando o vídeo original e com legendas em espanhol! hauahaaha) em Sueco em nossas mentes jovens e deslocadas #fazmerir (ou descoladas dependendo do aluno) "CARAMBOLA DE CINCO PONTAS", por um mês! quanto coisa em sueco! quanta Opera, quantos QUANTO, a história da Flauta Magica é bem legal, MAS PELO AMOR DE DEUS ninguém merece assistir 5 Horas de ópera em sueco!

por fim! o texto que originou essa postagem!

Introdução a Museologia. Professor DR° Martin Grossman

Felipe Salles Silva N°USP 7164117.

Relatório e Argumentação sobre o documentário “Oscar Niemeyer; un architecte engagé dans le siècle”

"Arquitetura nasce na cabeça, na imaginação. Depois vem a reflexão de como fazer” Oscar Niemeyer.

No princípio, a gradação é indefinida, a costa, o mar, a montanha, o museu. Levitando sobre o Cristo e sobre o Rio lança-se em um loop, o grande O.V.N.I. Surge para assombrar com sua leveza e simplicidade: Da natureza à arquitetura de Niemeyer, há apenas um passo. Diz o mestre Niemeyer “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein. " nos próximos 110 minutos é o que perceberemos. Tudo parece fluir naturalmente das mãos do mestre, os planos de imagem nos remetem a construções magníficas, esboços se tornam grandes lajes curvas, domos imensos, arquitetura fantástica, arquitetura anti-realista, o documentário não tece qualquer consideração sobre a crítica feita à arquitetura a lá Niemeyer, imagética, escultural e majestática, erigida sobre painéis de concreto impregnados das infiltrações ideológicas tão comuns as criações dos grandes mestres, pelo contrario, atire a primeira pedra aquele que for maior! Ou melhor, vasculhem o mundo procurando alguém que tenha sido maior. Do ponto humano e do ponto do deslumbramento parte o documento visual.

Niemeyer relata sua incrível jornada como arquiteto desde os anos 40 no Brasil através de seu exílio na Europa, até a atualidade, quando continua a resmungar os seus sonhos de construtor. O diretor Marc-Henri Wajnberg enlaça com experiência extraordinária a íntima relação entre Oscar Niemeyer, sua arte e a natureza. É notável a seqüência em que a câmera parece acariciar a curva da rampa que dá acesso ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói, esse edifício que desabrocha a beleza de seu entorno. O documento procede.

Um edifício emerge. Uma paisagem em plena floração surge, é Brasília que rebenta no cerrado brasileiro, nosso maior idílio coletivo, 50 anos em 5, foi o que vimos, alçado o primeiro vôo do plano piloto, o seu tempo de construção não ultrapassa dez anos, esta cidade ainda “futurista”, representa uma alternativa poética ao modernismo que ganhava espaço no cenário internacional, linhas e ângulos que passariam a ser imitados pela arquitetura moderna da Europa dos saudosos anos 60 e 70.( Niemeyer, inspirado por Le Corbusier e pela paisagem de sua terra, desenvolveu um estilo escultural, fluido, uma força expressionista única. Em concreto armado, ele criou e cria estruturas que, grifam a beleza harmônica das montanhas, baías, praias, parques... Por sua vez o relato de Wajnberg sobre Niemeyer descreve imagens espasmódicas e visões peculiares, nos insere no âmago da obra, expondo uma miscelânea excitante que é a combinação de estruturas e as formas do vazio, as imensas veredas criadas pela arquitetura do senhor Brasília). Brasília, a capital modernista para o país "do futuro", irrompe como poderosa rebentação de aço e concreto no coração do Planalto Central, dos desejos de grandeza de uma “nova” nação. Brasília nasceu da convergência de dois projetos, o dos arquitetos modernistas, que queriam construir uma cidade "radiante" posta como a égide de um mundo melhor, determinista e inclusivo, e o do presidente Bossa-nova Juscelino Kubitschek, que sonhava com um novo Brasil e uma nova capital que explicitasse as aspirações de toda a nação, a riqueza e a igualdade, desse benéfico sincretismo, germina a capital do nosso pais.

Sobre esse acontecimento histórico o mestre Niemeyer relata, sopesando memórias e fatos, o deserto, os trabalhadores do acampamento, os pilares instalados pela primeira vez, as estruturas de concreto se entronizado no meio do ermo... Poucos meses depois, a nova capital do Brasil nasceu. Niemeyer fala sobre sua visão de uma capital moderna, e as condições impostas para que no caso de Brasília esse sonho louco toma-se forma.

Um olhar voyeurista move-se sobre cenários deslumbrantes durante todo o trajeto proposto pelo documentário, a poética “Niememeyeriana” se estende a todas as partes do mundo, mas aqui ela enseja sua totalidade, foi para estas terras e destas terras que surgiu o traço curvo criador de Oscar.

Ao termino, os que ainda possuírem fôlego para protesto perguntarão por que Brasília, inaugurada em abril de 1960, exuberantemente, “humanista”, apaixonante, nunca alcançou as metas de seus criadores, irradiando a modernidade para todo o Brasil, perguntando-se o que aconteceu com as cidades satélites do Distrito Federal que hoje são habitadas por pessoas vindas de todas as partes do país, que nunca puderam provar dos sonhos de crescimento gerados pelas grandes cúpulas e pelos leves palácios de Brasília? Os radicais, sempre os radicais, a favor ou contra o homem é sempre falível na medida em que progride para um ou outro lado, bem como sua arquitetura, anseios e volições; Que dizer do que fizemos de nós mesmos? Que dizer dos homens que construíram Brasília 50 anos atrás? Que dizer daqueles que nunca entenderam e que nunca deram continuidade a pedra fundamental da modernidade enterrada no árido Centro-Oeste do país?

Marc-Henri Wajnberg compôs um retrato único e cativante de um dos maiores arquitetos do século XX. A câmera, muitas vezes felina, às vezes doce, amorosamente disseca Oscar Niemeyer, um homem que nunca entrou em silencio e que emoldura toda uma era. O maior ícone da arquitetura moderna no Brasil recebe nesse documentário Belgo-Nipônico produzido em 2003 todo o crédito merecido por suas absurdas estruturas que nos cerceiam com as lufadas de um tempo distante que não morreu.

espero ter ajudado! E TENHO DITO!

Olha o tipo de besteira!

Olha o tipo de besteira que eu vivia fazendo! pega daqui corta de lá, faz o diabo em sujeira, leva uma bronca e PAFT, FICOU PRONTA MINHA ARTE REVOLUCIONARIA!

Nos velhos tempos do Caderninho!

Há um tempo pensei que minha Cuca ia fundir de vez se eu tentasse guardar tudo de "diferente" diga-se inútil, que eu porventura encontrasse visse, lê-se... Então resolvi comprar um cadernos de memórias, VULGO diário, mas como diário é coisa de Boiola (como bem lembraram minhas irmãs - por um bom tempo, tempo demais) é claro que o meu tinha de ter capa de couro preto e quase nada escrito, muitos erros de português bem masculinos, letras garranchudas, e uma porção de colagens, mais estéticas que qualquer outra coisa! Minha idéia original era relacioná-las unindo as mesmas noticias veiculadas por diferentes meios de comunicação e escrever um adendo, algo significativo, sei lá, nada assim "segundo BAKHTIN,1976", ...... credo! longe disso, era mais como! caramba a foto enfatiza mais o fato de o presidente só ter 4 dedos! (que por sinal é uma ótima piada interna para o país), DAÍ QUE, o tempo passou, o caderninho ficou cheio, mas eu quase não escrevi nada! Então vou postar umas imagens de Scanner VIRA E MEXE, pra dar umas risadas dos meus erros primários com a língua materna! Pra mim é assim, ORALIZO, LOGO EXISTO! Só não me peça para escrever!

Eram umas coisas assim ó...

transcrição -- (pq nem todo mundo tem super poderes de leitura ! ainda mais com essas letrinhas tinindo!)

DO LADO ESQUERDO, uma grande descoberta para a cienc

ia, Uma folha Canadense Brasileira, DE VERDADE! achei aqui no bairro! perto de casa!

(FALO DO lula) O MAIS bURRINHO! não tem um cenario SKYLINE (tipo o Hu jin TAO) nem com BIBLIOTECA (tipo o do 1° Comedor oficial da Italia) e claro o abajur dele não está funcionando, pq no Brasil, o presidente não trabalha de noite! É, E TENHO DITO.

domingo, 10 de outubro de 2010

a loucura....

Hannibal Lecter, Tyler Durden, Darth Vader. A loucura é um dos elementos mais importantes da cultura pop atual. Os loucos são admirados e a loucura é tida como sinônimo de curtir a vida. Até que ponto diversificar experiências é saudável? Como saber o que é loucura e o que não é nesse mundo tão plural? É possível se livrar da loucura? É possível não desejá-la? Na nossa próxima reunião, no mesmo bat-local, no mesmo bat-horário! Why so serioussss? (roubei tudinho de um colega do GEA-USP)

1º Post

é, pode ser que dê certo então vou começar com os dois pés de uma unica vez! juro (tentar) não extrapolar no conteudo! trazer algo de util po minhas próprias mãs à internet, encher os possiveis leitores de erros de digitação! eu juro solenemente não escrever nada de bom! só o que é Pos-moderno!